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Bailarina sempre e desde sempre

Escrito por Ligia Vargas

À primeira vista, Verônica Garcia é uma menina bonita, muito gentil e trabalhadeira. À segunda vista, é um montão de boas surpresas. Ela começou no circo com onze anos e deve ser por isso que é bem humorada. Abriu a escola de dança com 17 anos e dia após dia conquistou o sucesso. Ela é uma pessoa com foco, determinação e sabedoria. Tem muitas alunas e seus espetáculos de fim de ano têm muitas coreografias. Todas são criativas e inovadoras. A Verônica tem o olho aberto para o futuro, mas cuida muito bem da tradição. Na sua escola tem aula de muita coisa, ballet clássico, contemporâneo, acrobacia, pilates e mais outras aulas que me escapam da memória. A Verônica faz tudo isso na Granja Viana. Enquanto o bairro se transforma em uma mistura de não se sabe o quê, ela oferece tudo aquilo que existia: arte, natureza, amizade, vida comunitária e alegria. É um privilegio a existência da Verônica. Temos mesmo muita sorte.”

1. Fale de si18945384_1569682656377217_1317825077_n

Eu tenho 28 anos, amo dançar, ir ao teatro, ver arte, cor, poesia! Sou mineirinha de nascença e criada em São Paulo. Bailarina desde a gestação, empreendedora, professora e eterna estudante! Acredito na força do trabalho, na dedicação, nos sonhos e nas pessoas que sabem abraçar! A dança ? É um grande abraço! Tive uma infância diferente, desde os 11 anos entrei numa companhia de teatro Físico (circo, dança e teatro). Viajei pelo Brasil e para fora apresentando com a companhia Linhas Aéreas. Elas e meus mestres do Circo Zanni me marcaram para sempre com experiências incríveis, e fazem parte da minha dança hoje. Fiquei com eles dos 11 anos aos 17. Nos finais de semana estávamos sempre em cartaz, tinha que faltar na escola para ir aos festivais, e me lembro de cada detalhe com grande magia e entusiasmo! Aos 17 anos comecei a dar aulas de dança no Ulabiná, na Vila da Mata, e a dança me escolheu, cresço com meus alunos a cada dia e os acompanho crescer. Após 10 anos, acumulando vivências, experiências e economizando, abri meu próprio espaço: a Bathka Dança Plural, realizando um grande sonho.

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2. Fale de sua relação com a moda.

Quando pequena viajei um bocado com o circo. Lembro de reparar como em cada lugar as pessoas se vestiam diferente, representando um pouco da sua história, do seu local, das suas necessidades. Lembro de ver muita coisa maluca e sempre procurar o porquê das pessoas usarem aquilo. Por que as indianas usam saias coloridas, por que os alemães usam polainas, por que no nordeste só se usa chinelo? Essa é minha relação com a moda. Uso o que acho bonito, alegre e que se adequa a minha necessidade dançante. Algo que não me permita movimentar livremente, não dá certo para mim. A dança é minha vida, o figurino faz parte da dança.

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3. Qual a sua roupa ou acessório favorito e por que?

Minha roupa preferida são os vestidos, me sinto livre e inspirada pelas rodas das saias e pelas possibilidades de movimento. E tênis! Leveza e conforto! Por baixo dos vestidos gosto de usar um shorts, para caso precise virar de ponta cabeça ou levantar uma perna, estou pronta!

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Durante a semana passo o dia na Bathka por isso, uso 70% de roupa de dança e 30% de roupa “normal” kkkkk. Quando um aluno me vê fora da sala de aula quase nem me reconhece sem o collant e a sapatilha no pé. Sobre acessórios: adoro flores! Sempre que penso em estar especial, lanço mão da flor que tiver em casa, e ela vai para o cabelo, para uma fita no pescoço ou até mesmo nas mãos para presentear! Tem coisa mais linda que uma flor segurando o cabelo?!

18985148_1569682413043908_230785286_n4. Como faz compras? Sai a procura de algo específico ou vê o que tem nas vitrines e decide na hora?

Quase nunca vou às compras, espero sentir falta de algum item e ainda improviso ele no começo se for possível. Quando vou em busca do que preciso, se algo colorido, alegre, ou diferente me chama a atenção eu paro para experimentar, se eu gosto, sei que vai ser uma peça que usarei por muitos anos, aí eu a compro. Gosto muito de reciclar, de usar até o fim cada peça. Tenho roupas desde os 17 anos que uso até hoje. É só trocar a combinação de acessórios que me sinto na moda com elas de novo.

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5. Qual a peça de vestuário, roupas ou acessórios, que nunca usaria e por que?

Nunca usaria um sapato desconfortável, que adicionasse cansaço a minhas pernas! Também não costumo usar roupas que não tenham flexibilidade! Prefiro sempre a fluidez. Se for justo ao corpo, tem que ter uma certa elasticidade para permitir uma liberdade de movimentos.

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Objetos das aulas de dança por Fabi Que Fez

 

 

 

 

 

 

Sobre o autor

Ligia Vargas

Moradora da Granja Viana desde 2003. Formada em artes plásticas, é fotografa, tendo participado
de diversas exposições aqui e em SP. Em 2014
criou com uma sócia a marca Frau Perolina, confecção de roupas e acessórios masculinos e femininos. Trabalha também peças com o conceito "no gender" ou unisex em saias, kilts e camisetas.
A marca faz uso de tecidos naturais, em sua maioria. Privilegia o conforto com estilo retrô.

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