Educação Território

Com educação inovadora, Colégio Viver abre suas portas

Escrito por Redação

Discreto, o Colégio Viver é hoje uma referência nacional quando o assunto é educação transformadora, inovadora e criativa. Com mais de 30 anos de atuação em Cotia, fundado pela pedagoga Anna Maria Pereira de Castro, mais tarde em sociedade com Maria Amélia Marcondes Cupertino, ambas Mestres em Educação, a escola foi selecionada como uma das 18 escolas transformadoras no Brasil pela Ashoka, entidade global de empreendedorismo social, e pela Alana, ONG de defesa da criança. Pelo MEC, está em um seleto grupo de 178 escolas em todo o país como modelo de inovação e criatividade em educação.

microscópioNos próximos dias 5 e 30 de outubro, a escola abrirá suas portas para apresentar seu modelo educacional. Atualmente com 150 alunos, distribuídos na educação infantil, o “Viverzinho”, e Fundamental  I e II, o Colégio agora quer abrir sua primeira turma de Ensino Médio em 2018.

O Viver também está na Rede das Escolas Democráticas, linha pedagógica em que a autonomia do aluno e intensa participação na gestão da escola são princípios fundamentais, exercendo o pensamento crítico e autônomo, mas também coletivo.

“Aqui a criança decide o que vai estudar a partir de seu interesse e passa a ser apoiada pelos professores para aprofundar seu conhecimento. Os projetos podem ser individuais ou coletivos, respeitando o seu tempo de aprendizado”, conta Anna, coordenadora do Viverzinho.

Fundamental II em assembléia

Fundamental II em assembléia

“No Viver não existem aulas prontas, não existem dois anos de uma série que sejam iguais. E isso demanda um corpo docente altamente qualificado para criar junto com os alunos os caminhos do seu aprendizado”, explica Maria Amélia. Segundo as coordenadoras, na prática, significa muita liberdade na concepção do trabalho para os professores, para formular atividades em sala, organizar o cotidiano dos projetos em andamento e manter os estudantes desafiados intelectualmente.

Maria Amélia também destaca que a partir do Fundamental II, os estudantes do Viver também participam das assembleias semanais, com poder de voto e sugestão de pauta. “No Viver todos realmente participam das decisões e por isso também participamos da Rede de Escolas Democráticas”.

tutoria

 

Tutoria – Esse é outro diferencial da escola. Muito mais que organizar roteiros de estudo, o tutor é escolhido pelo próprio aluno, a partir de uma relação de afinidade e confiança com o docente. Claro, também a partir de sua disponibilidade. É ele quem vai ter um olhar global sobre o aluno, em todas as disciplinas, comportamento, suas dificuldades, desempenho, equilíbrio emocional.

Os encontros são semanais, em grupo, mas o tutor fica à disposição para qualquer demanda do tutorando. “Alguns alunos, mesmo depois de formados, continuam entrando em contato com seus tutores quando sentem necessidade de uma escuta mais qualificada”, diz a coordenadora do Fundamental.

“Criamos a tutoria a partir do sexto ano porque percebemos que muitos alunos, ao deixar de ter o professor de classe, se sentiam perdidos diante de tantas novas disciplinas e professores. O tutor é uma forma de dar o apoio necessário, até o nono ano, para esta fase tão importante que é a adolescência”, explica Maria Amélia.

12799295_1156875860990468_5985753053708708421_nHorários flexíveis – No Viver, não há horário rígido para saída dos estudantes, seja no infantil ou no Fundamental, os cinco mil metros de área verde disponibilizam espaços para estudo, brincadeiras, dentro das necessidades dos pais. Para Anna Maria essa é uma questão de solidariedade com pais e mães que trabalham fora e vivem imprevistos diversos no trabalho.

“Eu já trabalhei fora com filhos pequenos e sei o quanto é importante poder contar com a escola em uma situação de atraso, trânsito congestionado ou por motivos profissionais, evitando mais um estresse”, destaca.

Foco nas Exatas – Matemática e Ciências, uma das preocupações dos pais quando se fala de ensino alternativo, tem total atenção no Viver. Os professores são altamente qualificados com pós-graduação na área e experiência em sala. E são muitas as formas de aprendizado, além do conteúdo tradicional: pesquisa de campo, laboratório, viagens para estudo do meio, aprendizado por módulos em matemática e até gestão financeira da cantina pelo nono ano. E muitos projetos interdisciplinares.

21686736_1690815754263140_1544312084323266044_oPrimeira turma de Ensino Médio – A decisão de abrir uma turma de ensino médio foi fruto de um amadurecimento da escola, diante dos relatos dos ex-alunos descontentes com uma formação em sua maioria extremamente voltada para o vestibular.

“Achamos que existe um espaço na região para criar novas formas de estudar nessa fase. Sim, é preciso conteúdo, cumprir a grade curricular, mas isso não pode e nem deve ser um sofrimento para o aluno. É possível manter um clima produtivo dentro do nosso conceito, de muitos projetos, individuais e coletivos, atenção individualizada e prazer de estudar, mantendo o interesse intelectual”, pontua Maria Amélia.

Quem faz o Viver? 

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Anna Maria, hoje com 77 anos e vigor de 20, fez pedagogia pela USP, morou nos Estados Unidos com os três filhos e fez pós-graduação na Pacific Oak College em Passadena, na Califórnia. Ainda na faculdade, fez parte de um grupo de voluntários para alfabetização de adultos com  o método Paulo Freire, e fundou o Viver depois de passar por algumas escolas e acreditar em um novo estilo de educação infantil, baseada no brincar, na autonomia da criança e participação nas decisões da escola. O contato com a natureza e associação entre teoria e prática foram suas maiores convicções para criar um método até então inédito no Brasil.

Maria Amélia, 59 anos, é formada em Ciências Sociais pela USP e Mestre em Educação pela UNICAMP. Foi aluna de Paulo Freire e Rubem Alves e trabalhou como pesquisadora da Unicamp por muito anos. Também trabalhou na Fundação Abrinq, supervisionando projetos de melhoria de ensino em escolas públicas. Entrou no Viver há 19 anos, a convite de Anna Maria, para criar o Fundamental. Acredita na força das parcerias para troca de experiências, como é o caso da Rede de Escolas Democráticas e com a escola pública, onde mantém um projeto no Bairro do Mirizola.

Serviço:

COLÉGIO VIVER
Estrada Carlos Antônio Pereira de Castro, 891 – Granja Caiapiá, Cotia
Tels:  11 4616–5175  /  11-4616-9475  /  97520 2823
info@colegioviver.com.br
www.colegioviver.com.br/2018

Sobre o autor

Redação

O Jornal d'aqui digital é uma prestadora de serviços que atua com comunicação na região da Granja Viana, Cotia (SP). Nasceu originalmente em 1979 como mídia impressa e assim atuou durante 35 anos. O formato atual surgiu a partir de um movimento de amigos/leitores inconformados com o encerramento de suas publicações.

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