Redação Território

De como o amor e o mel tomaram conta da EcoFeira

Escrito por Redação

Por Sílvia Rocha

22885783_1904960379520702_6451547855521261304_n22851751_1904952789521461_5545157652938547033_nA homenagem a Carlos Oettinger, o Carlos do Mel, só poderia ter sido como foi.

Singela. Tocante. Delicada. Natural.

A árvore, em frente à barraca onde Carlos vendia seus produtos melíferos, foi sendo adornada com mensagens escritas em papeizinhos coloridos, pendurados com fitas também coloridas e escritos por todos os que foram prestar homenagem a ele na EcoFeira, nesta manhã do dia 29 de outubro de 2017.

Dona Kazuko, querida ecofeirante, foi quem confeccionou os papeizinhos das homenagens.

23031701_1904953436188063_4963441694347264436_n22886279_1904952622854811_5506590595398485299_nFêz-se uma roda, com todos os presentes, em torno da árvore da homenagem. Bem observado pela Isa (Isabela Menezes), a árvore estava repleta de flores e abelhas as circundando. Como notou Isa, sinal dos mais auspiciosos.

22815373_1904950389521701_1149893418989783143_n

Algumas pessoas falaram o que conseguiram, diante da emoção com que todos fomos tomados. A família do Carlos estava presente e também foi homenageada.

22851768_1904953012854772_4783698136629018619_nFicamos sabendo, por uma sobrinha dele, que a família o chamava de 23130607_1904953989521341_7488329180576482794_n“Lemão”. O amoroso, gentil e solidário Lemão de todas as horas. Houve outras falas e lembranças, culminadas com a do amigo Leo, que esteve ao lado de Carlos quando ele se foi deste plano. A canção de Roberto Carlos “Como é grande o meu amor por você” virou “Como é grande o nosso amor por você”, encabeçada pelo amigo Leo e cantada por todos os que estavam presentes.

23032461_1904950296188377_1306845737084448526_nEu compartilhei, na “Roda do Carlos” uma situação que vivi, há alguns22853205_1904953369521403_4779173002790540794_n anos, quando estava doente, não podia sair do repouso e precisava de um pote de mel (e não me lembro para qual filho!).

Como moro perto da EcoFeira, liguei para o Carlos e lhe pedi para trazer o mel para mim. E ele, gentil e generosamente, perguntou se eu precisava de mais coisas da EcoFeira. Eu que, de fato, precisava, tomei coragem e aceitei a oferta! E ele trouxe para mim também limão, laranja, alface e couve… Carlos foi, sem saber, o pioneiro do que pretendemos chamar de “Comprador Anjo”, aquele ecofeirante ou ecoparticipante da EcoFeira que faz compras para quem não pode ir em um determinado domingo!

22814313_1904954482854625_8052826798410512690_nA Patti Cardoso, amiga do Carlos, estava vendendo os produtos dele na EcoFeira de hoje. Ela disse, na “roda”, que ele era tão solidário que ficou meses vendendo seus produtos no quiosque, apenas para fazer companhia a ela, mesmo vendendo menos do que perto das barracas de orgânicos.

Não tem jeito. Entrevistei o Carlos para o Projeto Histórias Reveladas: EcoFeira e, desde que soube de sua passagem, sentia que precisaria escrever um pouquinho mais sobre ele e, para ele.

Foram mais de duas horas de conversa na Padaria Romana! A todo momento, lembro-me de algo do que conversamos. No final da entrevista, pedi para ele mandar um recado para os veganos que, como não comem alimentos de origem animal, não comem mel. Ele disse que o mel que produzia era, essencialmente, orgânico. E que, em cada caixa que abria, com todo o cuidado do mundo, morriam uma ou duas abelhas de um total de 60.000.  Ele me disse: Procuro preservar a vida sempre!

Ah! Outra coisa que ele disse ao longo da entrevista: O mel tem alma!

E sobre participar da EcoFeira, ele disse: Participar da EcoFeira trouxe, para mim, ganho de alma e de vida.

Podemos dizer o mesmo de você, Carlos! Nossa eterna gratidão!

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Fotos: Alberto Lefevre

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