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Dunga aposta em individualidade e falha

Escrito por Gabriel Medeiros

Após um primeiro tempo empolgante, parecia que a seleção brasileira finalmente voltava a encaixar um sistema de jogo envolvente. Porém, a Celeste desbancou os brasileiros que saíram sob vaias.

A proposta de Dunga foi clara: apostar na velocidade e individualismo do trio ofensivo com William aberto na direita, Douglas Costa aberto na esquerda e Neymar fazendo o falso 9, permitindo que os volantes Renato Augusto e Fernandinho se infiltrassem na área adversária. E funcionou. Logo aos 40 segundos, Daniel Alves explorou a velocidade de William, que numa jogada individual cruzou para área e achou Douglas Costa. 1×0.

Só dava Brasil. Com ataques rápidos e movimentações vindas da lateral em direção ao meio, a seleção chegava ao gol adversário com perigo muitas vezes. Em uma delas, Neymar forçou um lançamento rasteiro pelo meio, entre os marcadores e encontrou Renato Augusto, que em um drible desconcertante tirou o goleiro e mandou para o fundo das redes. Delírio na Arena Pernambuco!

Mas o fantasma uruguaio ainda nos assombra e em um vacilo da dupla de defensores pela esquerda, David Luiz e Filipe Luís assistiram o atacante Cavani diminuir para os visitantes. 2×1 e final de primeiro tempo.

A partida agradava, o Brasil era muito superior e buscava o gol a todo o momento. Uma pena que Dunga se esqueceu de colocar o meio-campista Lucas Lima no time titular, e escalou nosso craque Neymar em uma posição que ele nunca jogou.

O 2×2 veio logo com 3 minutos do segundo tempo com o atacante do Barcelona Suaréz, em uma nova falha de David Luiz. Agora era a hora de ver se a seleção tinha repertório o suficiente pra lidar com a pressão dos uruguaios, que até pareciam os brasileiros do primeiro tempo.

Mas como já era de se esperar, o rendimento do Brasil caiu e quem tomou conta da partida foram os visitantes que mereciam sair com a vitória. Dunga resolveu mexer na equipe. Tirou Fernandinho, perdido em campo, para colocar Philippe Coutinho, que também perdido em campo não tocou na bola. Aos 33, Ricardo Oliveira finalmente entrou no lugar do autor do primeiro gol brasileiro, possibilitando que Neymar voltasse a sua posição de origem. Nada adiantou. Então, somente aos 40 minutos Lucas Lima entrou no lugar de William e nada pode fazer.

David Luiz ainda teve tempo de entregar o gol da vitória para o Uruguai, mas Alisson foi espetacular e pegou o chute de Suárez com o pé direito. Dunga, por sua vez, começou o ano com o pé esquerdo.

O empate rendeu a terceira posição no grupo para o Brasil, além das muitas vaias dos 43.000 torcedores frustrados no Recife. Neymar e David Luiz ainda acabaram suspensos após tomar cartão amarelo e não jogam a partida de terça contra o Paraguai. Para o lugar dos dois foram convocados o jovem atacante Gabigol, de apenas 18 anos e Felipe, zagueiro do Corinthians.

Sobre o autor

Gabriel Medeiros

Granjeiro,18 anos, cheio de sonhos e planos para a Granja Viana. Sempre estudou em escolas da região e este ano presta vestibular para Educação Física. Foi voluntário na área de esportes do Projeto Âncora. Criador e é administrador e autor do blog “Tá Por Dentro?”

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