Ligia Vargas Moda

Felipe Ávila, músico, professor, é o cara da bermuda!

Escrito por Ligia Vargas

Felipe Ávila é uma pessoa bem humorada.
Respondeu as perguntas com uma prosa leve e divertida.
Apesar da roupa preferida ser camiseta sem manga e bermuda, vestido por ele fica uma roupa bem interessante.
Mesmo daltônico ele é bom de combinar as coisas.
Fazendo as fotos ele se revelou um homem muito consciente do vestir.
Poucos conhecem tanto suas roupas.

1- Fale de si.

As palhetas com seu nome

Sou músico: professor, arranjador, compositor e instrumentista, toco violão e guitarra. Paulistano, moro desde 1982 na Granja Viana. Mas já curtia pois vinha pra Granja desde 1974. Tenho um estúdio em casa, onde dou aulas de música e faço gravações, produções de CD’s e trilhas.
Mais de 40 anos como profissional da música, trabalho com artistas diversos da música brasileira e internacional. Faço palestras em empresas, mostrando a similaridade da vida do músico com a de um executivo e, com um Trio ou Quarteto, tocamos no evento empresarial.Tenho 6 CD’s meus já no mercado e, finalizando neste momento o “Beatles Brasil II”, que é de música instrumental com ritmos brasileiros.
Gosto de jogar tênis, xadrez, nadar e, de ficar em casa com a família.
Para quem tiver interesse em aulas e, conhecer o estúdio:
Fone: 4612-07-23 www.felipeavila.com

2- Fale da sua relação com a moda.

A “Moda”… A meu ver, é um conjunto de conceitos, regras, gostos e valores complexos, presente em diversas formas na sociedade. Tenho admiração pelos costureiros e figurinistas. Importantes no nosso cotidiano, nos filmes, shows etc…

Mas eu, desde criança nunca curti estar na moda. Não gosto do que significa estar na moda. Pra mim, é uma espécie de “Ditadura” imposta aos gostos e comportamentos da sociedade.
Uma manipulação na maneira de viver e do que é bonito até. Uma globalização dos gostos, prefiro a diversidade. Pessoas influentes no mercado, formadoras de opinião, determinam que, para a próxima estação, a moda será um determinado tecido e com determinada cor. E aí, tudo se move para tal. A moda passa a ser referência do que se deve usar para ficar bonito e, todos
querem ficar bonitos. Não gosto e não acredito nesta padronização do que é bonito.
Uma particularidade: não sei se pelo fato de eu ser daltônico, mas pra mim, todas as cores combinam com todas as cores. Não tenho essa coisa de que esta cor não combina com a outra. Também já cansei de comprar roupas com cores erradas. Me vestir como um arco-íris e, das pessoas ao meu redor perguntarem…. Onde você vai assim ?? E eu, não entendia por quê. Só fui saber e entender que sou daltônico há poucos anos.

3- Qual sua roupa ou acessório favorito e por quê?

Ah, tenho dois uniformes rss.
1- No dia a dia, camiseta regata e short. Sou muito calorento e me sinto bem assim, com roupas leves. Quando estive em NY, comprei uma sapatilha da Toms e, adoro usá-la. Um amigo me contou que: Quando alguém compra uma sapatilha da Toms, em algum lugar do planeta, uma pessoa ganha um par de sapatos. Tomara que seja verdade esta promoção.

2- Quando vou fazer show ou visitar um cliente. Gosto de usar batas indianas ou nordestinas e, calças jeans. São tecidos leves também. Mas, quando coloco roupas, as pessoas aqui de casa soltam fogos. Já teve situações engraçadas de amigas ou alunas dizerem que: “Nossa, nunca te
vi com roupas” rss. Nos Shows não vale!!

4- Como faz compras? Sai a procura de algo específico ou vê o
que tem nas vitrines e decide na hora?

Compro roupas quando preciso, mas detesto ficar experimentando.
Posso comprar também quando vejo alguma coisa que me agrada.

5- Qual peça de vestuário, roupas ou acessórios, que nunca usaria e por quê?

Acho que nunca usei um pijama na vida. Quando criança, ganhei um pijama de flanela. Mas, piquei ele todinho, virou vários panos de limpar guitarra. E, acho engraçado pessoas com pijamas rs. Coisa de filme. Dificilmente conseguiria usar Smoking novamente. Trabalhei na casa de shows Palladium, que era no Shopping Eldorado, durante cinco anos. Fazendo shows de terça a domingo e, todos os dias de smoking. E, com o cantor espanhol Manolo Otero por quase 20 anos. Por ser um show internacional, era sempre de smoking. Mesmo no Acre, em casa de forró, chão de terra e com 40 graus na sombra. Fui pra Cuba, no Caribe, em 1988, fazer shows com a Claudia e o Altamiro Carrilho e, por ser show internacional….smoking  rs.  Mas…..dependendo do cachê……posso vestir de novo!!

 

Sobre o autor

Ligia Vargas

Moradora da Granja Viana desde 2003. Formada em artes plásticas, é fotografa, tendo participado
de diversas exposições aqui e em SP. Em 2014
criou com uma sócia a marca Frau Perolina, confecção de roupas e acessórios masculinos e femininos. Trabalha também peças com o conceito "no gender" ou unisex em saias, kilts e camisetas.
A marca faz uso de tecidos naturais, em sua maioria. Privilegia o conforto com estilo retrô.

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