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Inteligência Artificial a favor da população

Escrito por Marina Camargo

Não se pode ignorar a tecnologia. Com o passar dos últimos anos, a AI (Artificial Intelligence) começou a ganhar corpo. E, mais do que corpo, vida. Não à toa, diversas empresas estão se comunicando com seus clientes e mudando suas estratégias por meio de AI: Magazine Luiza e Vivo (Grupo Telefónica no Brasil) são grandes exemplos da extensão que o mercado da tecnologia vem trazendo e se utilizando da ferramenta para comunicar, entender e propor modos assertivos na maneira de se resolver a necessidade de seus clientes.

Trazendo a modo mais regional e em ano de eleição, a Prefeitura de São Paulo também se utiliza desses subsídios. Em matéria publicada no último ano pela BBC.com e replicada em outros portais, como Terrra.com, a Estratégia de comunicação digital do ex-prefeito de São Paulo, João Dória, começou a ser testada ainda durante as prévias do PSDB para a disputa da prefeitura. A AI é capaz de realizar análise de personalidade dos eleitores e, consequentemente, ajudar na formulação do discurso político. A inteligência artificial permite que a automatização de um trabalho que é operacional em uma escala maior. Logo, com todas essas informações, seria viável o funcionamento de AI, de fato, dentro da Prefeitura da sua cidade?

Uma pausa para irmos a outro país. O site The Verge, descobriu que, em 2012, o ex-prefeito da cidade de New Orleans, nos Estados Unidos da América, Mitch Landrieu, assinou um contrato sigiloso com a startup Palantir para usar AI no combate ao crime. Dado o caso, a Prefeitura de New Orleans alimentou o software com arquivos do departamento de polícia da cidade. Esses dados foram cruzados com outras informações públicas de mapas e redes sociais. Pasmem. O número de assassinatos em New Orleans caiu 25% nos três anos seguintes, o que poderia, certamente, ser um indicador de resultado do sistema.

Aqui no Brasil já temos estados que trabalham com AI, como a Prefeitura de Recife. Por meio da tecnologia, foi possível reduzir custos e aumentar o nível de qualidade e eficiência no atendimento aos usuários do service desk e field service do parque municipal.

Ideias há aos montes. Certamente e em um futuro próximo é possível a incorporação de softwares nas cidades, estados e no país. Nas cidades da região Oeste de São Paulo talvez a AI não esteja de forma presente em cem por cento do tempo. Ou está? Mas seria uma saída para o combate à violência em regiões prioritariamente periféricas? Se não é possível ignorar o futuro, por que não nos juntamos a ele?

Sobre o autor

Marina Camargo

Marina Camargo é jornalista e pós-graduanda em comunicação nas Mídias Digitais. Escreve para diversos segmentos como energia, cotidiano e moda. Atualmente é, também, do ramo da comunicação corporativa em gestão de crise e imagem institucional, fotógrafa voluntária em ONGs da capital paulista e é uma das autoras do livro Viver é um ato de revolução. Marina assina a coluna mensal de tecnologia para o Jornal d'aqui.

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