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Jamais, o nada ou o nunca serão por acaso!

Escrito por Geni Alburquerque

Quando cheguei por aqui, percebi o nada. Começando pelo nada infraestrutura, nada investimento, nada envolvimento.

Contudo, queria porque queria a natureza muito próxima de mim e de minha família, porque se fosse para ter pessoas que jamais veria e conheceria além do Bom dia, Boa tarde e Boa noite, não faria qualquer sentido.

Assim como uma grande parte das pessoas, caí de paraquedas ou através do muito acaso, por aqui.

Imagino que também a maioria, em função do preço barato do metro quadrado e de uma maioria maior ainda (se isso for possível), um contato legítimo com a natureza também!

Atualmente, sobram relatos de desmatamentos ou derrubadas de árvores exóticas ou não, por todos os cantos da cidade e nos sentimos reféns de uma emboscada.

Afinal, o que está acontecendo com o verde? Está desaparecendo diante de nossos olhos através de papéis assinados? Que papéis são estes que substituem o verde, as cores, os aromas e sons naturais por concreto, luzes e poluição sonora?

Você adquire o seu lar-doce-lar e nos limites vê surgir um posto de gasolina, um estabelecimento religioso que grita seus cânticos, um comércio barulhento, um galpão industrial sem saber qual será a sua finalidade.

Do posto de gasolina, além dos holofotes acesos e da emissão de gases altamente poluentes 24 horas constantemente…

Do estabelecimento religioso isento de impostos que quer tê-lo como fiel a qualquer dízimo…

Do comércio que se manifesta com uma mesa ou carro de som ou ainda, aquele cheiro característico de churrasco que tem o poder de fazer com que se torne vegetariano, a ponto de transformar em elefante branco sua sonhada churrasqueira, e vê incluído aquele cantor desafinado que depois de umas e outras, literalmente, mia ao microfone…

Sendo a maior incógnita aquele galpão para venda ou aluguel, despertando devaneios de quantas carretas ou caminhões estarão à sua frente na Raposo.

Seis meses do que poderia ter sido a gestão municipal realizada conforme os anseios de seus eleitores e nada, absolutamente nada de novo ou inovador, que poderia nos dar a esperança de estar no caminho do desenvolvimento sustentável, acontece!

Para onde está indo o dinheiro de nossos impostos?  Tapando buracos aqui e ali, com certeza!

E nós? Pagantes e ao mesmo tempo, vítimas do nada? Vítimas de propaganda enganosa, muitos! Inocentes? Nenhum!

Reclamar entre quatro paredes ou através das redes sociais, jamais trará soluções factíveis!

Esperar pelas próximas eleições? Vai demorar e o ralo obscuro e fundo do dinheiro público, isto é, o seu, o meu e o de todos, continua escoando livremente…

O que fazer? Juntos?? Muitas coisas…

Individualmente??? Da mesma forma!

Opa! Esta matéria é da coluna Daqui, certo? Também!

Todavia, ela também fará parte da coluna Jardinagem, por um motivo bastante curioso.

Você conhece as plantas que despoluem, isto é, absorvem a poluição, também conhecidas como fitorremediadoras?

Se você mora mesmo que em um condomínio fechado, mas tem como vizinho um posto de gasolina ou um galpão industrial, troque o cinza do muro pelo verde marmorizado da Hedera helix ou dos Philodendrons.

Philodendron)

Philodendron)

Para se ter em vasos ou em seu cada vez mais reduzido espaço dedicado ao jardim, existem opções facilmente encontradas no mercado como Spathiphyllum sp., Raphis excelsa, Hydrangea macrophylla , Aglaonema sp , Tradescantia pallida var. purpurea e por aí vai.

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Spathiphyllum sp

Hydrangea macrophylla

Hydrangea macrophylla

 

 

 

 

Tradescantia pallida var. purpurea

Tradescantia pallida var. purpurea

 

 

 

Aglaonema sp

Aglaonema sp

 

 

 

 

Além das cores, formas, aromas, sabores e texturas, as plantas que despoluem o meio ambiente também fornecem alimento, abrigo e material para a construção de ninhos, como é o caso da Raphis excelsa.


Procuro acreditar com frequência que tudo tem o seu lado bom, sempre!

Se você não se interessava por plantas, agora já sabe que elas podem purificar o ar que você respira, porque a tendência é a de convivermos cada vez mais com a poluição, seja do ar, da água, do solo e a pior de todas, sonora!

E para cada uma delas existem opções de orquídeas, herbáceas, trepadeiras, arbustos, palmeiras e árvores.

E você tem como descobrir a quantas anda a qualidade do ar que você respira, observando o tronco do que restou das árvores que estão à sua volta, se é que sobrou alguma, através dos bioindicadores naturais conhecidos como fungos liquenizados, contudo para onde foi o que você pagou de impostos até agora…

Abaixo: fungos liquenizados diversos.

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Sobre o autor

Geni Alburquerque

Autodidata multidisciplinar. Sócia-proprietária da Taúna e consultora em paisagismo ambiental e jardinagem.

Blog: qualidadedevidaejardim.blogspot.com.br

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