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Molusco contagioso

Escrito por Débora Vieira

 

É uma afecção de pele comum na infância, causada por um vírus. Pode também aparecer em imunodeprimidos. A transmissão é de pessoa a pessoa, e como o nome diz, é muito contagioso entre indivíduos que convivem num mesmo ambiente e no corpo de um mesmo indivíduo (por exemplo, se existem lesões no braço, é comum também estarem na parte lateral do tronco). É mais frequente em pacientes atópicos.

O quadro clínico é bastante característico, portanto análises laboratoriais para diagnóstico são desnecessárias. A lesão de molusco é uma pápula semi-esférica com uma depressão central-parece uma bolinha cortada ao meio com um umbiguinho. Pode ser cor da pele ou rosada e normalmente é assintomática. Se dolorosa, geralmente está infectada secundariamente. Como é comum em atópicos, pode existir coceira no local porque aparecem na área de eczema.

O tratamento é feito pelo dermatologista e consiste em curetar (raspar com um instrumento especial) as lesões e aplicar tintura de iodo. Aplica-se um creme anestésico 1 hora antes do procedimento, para que o mesmo seja confortável. Este procedimento muitas vezes tem que ser repetido, já que é comum o aparecimento de mais lesões ou o crescimento de lesões que eram microscópicas na ocasião da primeira curetagem.

Há referências na literatura que recomendam apenas a observação das lesões por considerar que é uma infecção auto-limitada. Entretanto como é impossível prever a duração e a extensão da moléstia e levando em consideração o alto grau de contágio da virose, é mais prudente optar-se pelo tratamento em consultório, por seu dermatologista de confiança.

Sobre o autor

Débora Vieira

Formada pela Faculdade de Medicina da USP e com Residência Médica no Hospital das Clínicas da FMUSP. Desde 1995 na Granja Viana. Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia Membro da AMB,SBD e SBCD.

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