Colunistas Crônica Jany Vargas

O bálsamo da gentileza!

Escrito por Jany Vargas

Ontem eu fiquei muito brava com uma pessoa querida e aí comecei a discutir por WhatsApp. Eu percebia que estava sendo arrastada pela raiva, e via também que não queria me deter.

Isso enquanto guiava, escrevendo nos faróis vermelhos, até que cheguei ao meu destino e cai numa poltrona. Quieta, pude então olhar para a raiva e vi que era minha. Minha criação, minha emoção. A outra pessoa não tinha nada a ver com aquilo.

Ok, a raiva veio através da minha interação com ela, mas, mesmo assim, a raiva é minha, ela existe dentro de mim. Ao olhar assim tão claramente ela se desprendeu, quase que ficou voando ali na minha frente. Pude ver a força criativa daquela raiva. A energia que contém. E a braveza se dissipou.

Mas antes desse momento de liberação, quando ainda estava estacionando o carro, atravessando a rua, interagindo com a secretária do lugar onde cheguei, percebi que a energia da raiva ia comigo causando tensão.

Atravessei na faixa e o motorista de um carro foi agressivo. Depois percebi que tinha um farol ali e que atravessei sem levar isso em consideração. Outra pessoa passou esbarrando em mim… aí, inesperadamente, uma pessoa foi gentil… não se contaminou pela minha energia tumultuada. Nesse instante percebi como a gentileza é um bálsamo, em como ela pode ajudar a deter um processo destrutivo, enquanto que a grosseria pode intensificá-lo.

Que venham outras emoções para que eu as conheça melhor… é divertido… depois que passa, claro!

Essa foto linda é da Ligia Vargas … quem sabe é essa a aparência da minha raiva…

 

Foto : Ligia Vargas

Sobre o autor

Jany Vargas

Transita no universo das Danças Circulares e é escritora. Escreve para levar ideias daqui para ali. Para contar histórias, falar do seu tempo, participar do diálogo, contribuir.

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