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O Homem dos mil sons

Escrito por Ligia Vargas

Paulo Oliveira é um músico granjeiro, multi instrumentista, arranjador e professor. É o verdadeiro homem dos mil sons. Uma visita a seu estúdio é conhecer instrumentos diversos, tradicionais ou não. Não é à toa que sua roupa preferida seja uma camisa azul, cor do ar, dos sopros e das melodias. O seu vestir é discreto, não convencional e tátil. Uma mistura de muita personalidade e estilo. E humor, bom humor, como o relógio divertido de escrita musical.

1. Fale de si.

14542607_1307929115885907_1454798098_nSou músico e morador da Granja desde 1995. Atuei por muito tempo como instrumentista tocando saxofone e flauta. Nos últimos anos tenho trabalhado bastante como arranjador e produtor fonográfico no meu estúdio, o “Sopro Virtual”. Gosto de falar deste espaço como uma oficina de produção musical, que serve como ferramenta para a criação em áudio dos meus próprios projetos de composição, arranjo e orquestração, assim como viabiliza projetos musicais de artistas amigos com quem me sinto sintonizado.

Trabalhando desde 2008, quando do lançamento do meu primeiro CD  Trópico de Capricórnio, tenho tido a satisfação de produzir além de discos, trilhas para cinema e dança e material didático para o ensino de música.

Em 2016 produzi o CD da cantora Cecília Valentim, “Paisagens”, a trilha do curta da diretora Carla Gallo “Meninas” e está em produção o novo CD do pianista, amigo e granjeiro Beba Zanettini e do Trio Vórtices, trio de flautistas da qual faço parte. Dou aulas também num projeto muito legal em Caucaia do Alto que é a Associação Filantrópica Criança Feliz, lá jovens tem acesso à educação musical e que tem no Grupo Guaçatom seu porta voz. Sou responsável por boa parte dos arranjos do Guaçatom.

2. Fale de sua relação com a moda.

15284881_1372315796113905_8316400630761956034_nPenso que o vestir é uma parte importante da nossa relação com o mundo. Uma forma de afirmar nossa identidade ou aquilo que parece ser nossa identidade, aquilo que sinto que me identifica, aquilo que parece ser idêntico a mim. No meu caso, como alguém comprometido com uma estética que procura se desconectar do mais comum, do gosto massificado tão exacerbado nos nossos tempos, percebo que a apresentação do que visto segue padrões semelhantes: simplicidade, discrição, não convencionalismo…

3. Qual a sua roupa ou acessório favorito e porque?

Tenho uma camisa que comprei faz muitos anos com a intenção de usá-la em shows, tinha uma espécie de resina sobre o tecido que dava um ar meio “molhado”. Depois de muitas lavagens esta resina se foi e o azul da camisa está em mutação… continua bonita de um jeito diferente… Adoro coletes, tenho vários deles…

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4. Como faz compras? Sai à procura de algo específico ou vê o que tem nas vitrines e decide na hora?

Às vezes saio em busca de uma peça que esteja precisando, em outras ocasiões ao me deparar com algo que goste muito talvez compre. Nas últimas férias viajei pelos Aparados da Serra no RS, depois de ficar encharcado e embarrado tentando ver o Canyon Fortaleza sob forte chuva, tive que comprar roupas secas, pois a mala estava a 70Km de distância. O único lugar aberto no domingo de Cambará do Sul era o “Armazém do Gaúcho”. Comprei uma bombacha de corte argentino, alpercatas e um colete campeiro, gosto muito dessas peças, fruto do inusitado.

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5. Qual peça de vestuário, roupas ou acessórios, que nunca usaria e porque?
Não curto camisas quadriculadas tipo lenhador, tampouco roupas com dizeres quaisquer, abrindo uma exceção para algumas camisetas de festivais de jazz dos quais participei e que uso de vez em quando.

Sobre o autor

Ligia Vargas

Moradora da Granja Viana desde 2003. Formada em artes plásticas, é fotografa, tendo participado
de diversas exposições aqui e em SP. Em 2014
criou com uma sócia a marca Frau Perolina, confecção de roupas e acessórios masculinos e femininos. Trabalha também peças com o conceito "no gender" ou unisex em saias, kilts e camisetas.
A marca faz uso de tecidos naturais, em sua maioria. Privilegia o conforto com estilo retrô.

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