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Parque Villa Lobos

Escrito por Joelma Somlo

Diante de um cenário que pode nos levar ao desânimo e à descrença, quero falar sobre um caso de vitória da vontade coletiva sobre a degradação. Trata-se do Parque Villa Lobos, que fica logo ali em Pinheiros, com entrada pela Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001.

Até 1989, o que hoje conhecemos como local de lazer, esporte, cultura e natureza, era a área usada para o descarte de entulho da construção civil, de material drenado do Rio Pinheiros e ainda servia como depósito de lixo da CEAGESP, onde cerca de oitenta famílias coletavam o que fosse possível ser aproveitado, de embalagens a alimentos. Louco, né?

Porém, para comemorar o centenário do nascimento do nosso maior compositor, em 1987, teve início o projeto que mudaria totalmente aquela tenebrosa realidade. Foram anos retirando entulhos, realizando terraplanagem, canalizando o córrego Boaçava, arborizando, gramando, construindo quadras, sanitários, lanchonetes, estacionamentos, cercando seus 732 mil m² e, voilà, eis a prova de que tudo tem um jeito.

Parque 3
O Parque foi inaugurado em 1994 e merece sua visita pela imensa diversidade de equipamentos que ele oferece para prática de esportes (quadras, campos de futebol, ciclovia, aparelhos para ginástica), pelo lindíssimo orquidário (com inúmeras espécies de orquídeas e bromélias, além de uma arquitetura deslumbrante), pelas diversas áreas para fazer piquenique, pelo pomar, pelo anfiteatro, pela biblioteca, pelo espaço reservado aos nossos quadrúpedes amados, pelas árvores boas para criançada subir, lanchonetes, etc., etc., etc… é motivo que não acaba mais. Tanto que, segundo seu site, em um final de semana comum, o parque recebe cerca de 20 mil visitantes.

parque 2Além das atrações que citei, o visitante poderá comer guloseimas preparados por nada mais, nada menos que Alex Atala, Helena Rizzo, Helô Bacellar e Mara Salles. Trata-se da Festa Junina organizada pela Veja SP e instalada em 2 mil m² de barraquinhas de brincadeiras e de comidinhas (enfeitadas de chita colorida, claro), palco, área para a Quadrilha da Turma da Mônica, área para corrida de saco, banheiros químicos, mesas e fitinhas coloridas que não acabam e produzem um barulhinho bão demais. Passei lá enquanto eles finalizavam a organização do espaço e fiquei louca para voltar no sábado. Afinal, caipira de Santa Fé do Sul que sou, acho que um “arraiá” é a melhor coisa do universo.

Então tá combinado? Sábado te vejo lá.

Sobre o autor

Joelma Somlo

Por sua formação em História e Educação, considera o espaço matéria de observação, vivência, aprendizagem e deleite. Como professora de Português para Estrangeiros, enfatiza características da nossa cultura e da nossa história.

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