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Proteja seus Filhos com Afeto

Escrito por Regina Pundek

Um estudo publicado no The Journal of the American Medical Association, pelo pesquisador Michael Resnick, Ph.D, afirma que “O grau de conexão (elo límbico) entre filhos e pais  é o determinante mais importante para definir se eles vão ou não se engajar em atividade sexual arriscada, vício em drogas ou comportamento suicida.”

Vamos lá. O que exatamente este estudo está a nos dizer é que os relacionamentos, a intimidade e a confiança são a base orientadora para o comportamento dos filhos ao chegarem à adolescência, que é a fase crítica.  É quando os pais são testados, já que é na adolescência que os filhos batem de frente com as idéias e sugestões advindas da família. Antes disso é preciso construir vínculos de confiança e amor.

Estes vínculos são construídos na medida em que as crianças crescem, na relação saudável e constante entre os pares. É preciso dedicação e tempo de convivência, tempo especial onde os pais demonstrem o amor e a autoridade de quem sabe o que é melhor para a criança.

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Há pais que reclamam porque seus filhos ainda pequenos não querem nada com eles quando retornam do trabalho.  E, há filhos maiores que afirmam ser muito ocupados e não se interessam em passar seu tempo com os pais. Quando percebem que o relacionamento está difícil, ou até mesmo inexiste, em qualquer idade de seu filho, é preciso que os pais quebrem este comportamento.  Fica claro que a criança não quer contato porque não tem intimidade, interesse e não se sente segura.  O pai deve então planejar um tempo de contato físico diário no qual eles juntos realizarão alguma tarefa ou jogo interessante para a criança. Podem ser somente 20 minutos, mas tem que nascer uma nova rotina de prazer. Estes serão momentos para conversas alegres, sem expectativas de disciplinar ou ensinar com palavras, mas somente um tempo de diversão, para construir a relação. Com o passar dos dias a criança se mostrará mais aberta e afetuosa. Então, se necessário, noutros momentos, você poderá conversar sobre comportamentos distorcidos.

Observe o bom comportamento de seu filho o máximo possível e elogie.  Observar o positivo é mais eficiente em modelar a conduta do que observar o negativo e punir. Escute mais do que fale.  Seu filho aprenderá que você considera o que ele diz, que o respeita e se interessa por ele.  É o que todos precisamos, consideração e respeito!

Poderíamos chamar este de tempo especial, pois se trata de um tempo real, físico, afetuoso. É tão simples perceber o valor disto quando nos transportamos para o lugar dos filhos e lembramo-nos de quando nossos pais passaram tempo conosco, o quanto isto nos fazia sentir importantes. Agora no papel de pai ou de mãe, queremos e precisamos assegurar que nossos filhos sintam-se importantes para nós, como realmente são.  Temos como desculpa que nossas vidas profissionais demandam tanta energia que, chegamos em casa tão cansados que acabamos simplesmente delegando tarefas tão importantes e prazerosas para outras pessoas, sejam da família ou contratadas.  Mas jogar a culpa na situação é livrar-se da responsabilidade de resolver o problema, que é nosso.

O propósito deste tempo é a construção de um elo de relacionamento através do qual a criança se sente amada, favorecendo todo seu desenvolvimento, tanto social e afetivo quanto neuronal. O cérebro humano quando recebe estes estímulos positivos favorece os ciclos do sono, o armazenamento de lembranças, os humores, a sexualidade e a formação de elos.

Pronto, através de risadas, abraços, beijos e firmeza de propósitos, as crianças crescem saudáveis e integradas socialmente.

Sobre o autor

Regina Pundek

Escritora, Professora da Educação Infantil, Diretora Pedagógica,Psicopedagoga, Engenheira Civil, Educadora apaixonada pelo respeito ao Ser Humano.

Esposa, mãe, avó. Nascida em Santa Catarina e moradora da Granja Viana há 15 anos.

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