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Thereza Franco, pioneira

Escrito por Ligia Vargas

Thereza Franco é granjeira desde sempre.
Pioneira no mundo virtual com o Site da Granja, continua na vanguarda com ações de sustentabilidade.
Divulgou o movimento Cidades em Transição (Transition Towns) desde a primeira reunião.
Criou a moeda da Granja, o Tavares.
Hoje toca o Mercado de Trocas, onde basicamente se veste.
Pois seu consumo de moda é sustentável.

1. Fale de si. 

Tenho 57 anos, mãe de dois filhos, Luiza e Theodoro, sou casada há 33 anos com o Guto Junqueira, tenho cinco irmãos, três mulheres e dois homens, meus melhores amigos.
Sou formada em História, trabalhei em vários tipos de arquivos, como foto, vídeo e som, dos quais participei na digitalização, o que me levou a conhecer a Internet nos seus primórdios.
Em 1997, lancei com um amigo o AD Guide Online, Guia para agências de publicidade, que fez muito sucesso. Nessa época mudei para Granja para trabalhar com meu irmão na metalúrgica do meu pai, mas como a vida é feita de encontros e o universo conspira, comecei a trabalhar no Jornal d’aqui, e em menos de um ano me associei ao Site da Granja , então desenvolvido nos fundos de uma papelaria, por Luciano Kalil, na ocasião com 17 anos. Me apaixonei pela Granja, pesquisei sua história, me envolvi e envolvi o Site da Granja em vários movimentos, até descobrir o Transition Granja Viana, onde desenvolvemos várias ações em prol de uma comunidade forte, como a Ecofeira, Caronetas, Mercado de Trocas da Granja entre outras, sendo a última a minha paixão.

2. Fale da sua relação com a moda.   

Moda para mim é como uma obra de arte interativa, tem que me dizer alguma coisa, o contato com a roupa, o sentir-se bem dentro dela, o caimento, o movimento ao andar. Quando tudo isso acontece, me sinto na moda! E quando a gente se sente assim, quando é de verdade, todo mundo vê isso também.

3. Qual sua roupa ou acessório favorito e por quê.  


Gosto de roupas coloridas, despojadas, com estampas que remetam à  natureza, talvez por que me inspirem alegria, liberdade.

4. Como faz compras? Sai a procura de algo específico ou vê o que tem nas vitrines e decide na hora?

Sair para comprar nunca foi prazeroso para mim. Como boa libriana, a indecisão é uma característica forte, minhas compras eram na base gostei – cabe no bolso – compro. Mas com o Mercado de Trocas todo este padrão mudou, virei adepta das trocas, dos brechós, do usado, sinto que este é o futuro, este é o caminho para uma nova economia. É muito simples: consumo inteligente, onde menos é mais, com pegada zero no planeta e divertido.

 

 

 

5. Qual a peça de vestuário, roupas ou acessórios, que nunca usaria e por quê?

Não gosto de nada sintético, a principio não gosto de babados, roupas com detalhes em ouro, sapatos de salto muito alto ou bico fino.
Não tem um por quê real, não combinam comigo, teria que ser mais comportada para usar este tipo de roupa, sou meio estabanada.
Interessante uma descoberta que fiz com o Mercado de Trocas, é que talvez não saiba mais do que gosto ou não gosto, as trocas me deram a possibilidade de descobrir que mudei, ou que me engano nas minhas verdades sobre mim. Então vai ver que tudo que falei aqui é mentira. Hahahaha!!!

Sobre o autor

Ligia Vargas

Moradora da Granja Viana desde 2003. Formada em artes plásticas, é fotografa, tendo participado
de diversas exposições aqui e em SP. Em 2014
criou com uma sócia a marca Frau Perolina, confecção de roupas e acessórios masculinos e femininos. Trabalha também peças com o conceito "no gender" ou unisex em saias, kilts e camisetas.
A marca faz uso de tecidos naturais, em sua maioria. Privilegia o conforto com estilo retrô.

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