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131 anos da Lei Áurea: Projetos Sociais ajudam na diminuição da violência contra pretos e pardos

Escrito por Redação
Organizações Não Governamentais (ONGs) investem em programas de capacitação profissional, em parceria com grandes empresas, voltados para pretos e pardos, visando à inclusão desta parcela da sociedade  

Hoje, 13 de maio, comemora-se os 131 anos da assinatura da Lei Áurea, na qual todos os negros escravizados no Brasil tiveram a formalização do direito à liberdade garantido. No entanto, mais de um século depois, essa população continua sentindo as sequelas da escravidão imputada a seus antepassados. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apontam que pretos e pardos represent avam 64,6% dos desempregados no último trimestre de 2018. Segundo o mesmo Instituto, em levantamento realizado em 2012, 65% dos brasileiros em situação de extrema pobreza são negros.

Para combater essa realidade, organizações não governamentais desenvolvem projetos que visam a inclusão social e econômica desta parcela da sociedade – pretos e pardos representam 54% da população. O Instituto Ser+, por exemplo, desenvolve projetos em parceria com grandes empresas, visando o desenvolvimento de autoestima, autoconhecimento, empreendedorismo, cidadania, além de cursos técnicos, para jovens em vulnerabilidade social, fazendo com que possam trilhar novos caminhos, tornando-os protagonistas sociais. Para Wandreza Ferreira, diretora executiva do Instituto Ser+, trabalhar pela inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade social, oferecendo cursos para capacitação técnica e socioemocional é fundamental. “É preciso empoderar esses jovens, fazer com que se sintam protagonistas na construção de uma nova história. E para tanto, e ntender quem são, o que gostam e, principalmente, o que podem fazer para mudar suas próprias vidas, é essencial. No caso dos jovens pretos e pardos, esse trabalho é ainda mais valioso e necessário, afinal vivemos em um país onde o preconceito existe, apesar de velado”, diz Wandreza.

Entre os programas desenvolvidos pelo Ser+, existem projetos especiais para jovens pretos e pardos, como a Iniciativa Lift, que foi fundada em 2014 pelo Goldman Sachs, grupo financeiro internacional, em parceria com a Linklaters e a Associação Alumni, que hoje também conta com a Bloomberg, Bank of America Merrill Lynch, HSBC e McKinsey como patrocinadores e com o apoio do Cescon Barrieu, Consulado Geral Britânico e Grupo Cia de Talentos, visa promover a igualdade racial, utilizando o ensino da língua inglesa como ferramenta de mobilidade social. Para nova edição da Iniciativa, há novos parceiros interessados em somar com os demais apoiadores. A proposta do projeto é o curso de inglês, que acompanha mentoria e workshops sobre o desenvolvimento de carreira. O público-alvo são universitários pardos e pretos, em situação de v ulnerabilidade social, da Grande São Paulo.

Outra iniciativa é o Projeto Diversidade Racial, realizado pela Faculdade Zumbi dos Palmares e o INFI – Instituto FEBRABAN de Educação realizam, em parceira com o Instituto Ser+ e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Durante o Projeto, serão desenvolvidas habilidades exigidas pelo mercado de trabalho, além de abordar disciplinas como macroeconomia, matemática financeira e comercial e contar com atividades práticas com profissionais do mercado e empresas para aproximá-los do mundo corporativo. A capacitação visa, também, desenvolver competências socioemocionais dos jovens, com aulas sobre relacionamento interpessoal, comportamento no ambiente de trabalho, comunicação empresarial e educação financeira.

“Essas e outras iniciativas, voltadas para população em vulnerabilidade social, são extremamente importantes para mostrar a esses jovens que eles podem ser muito mais. No Instituto trabalhamos diversos cursos que focam em inclusão social, como educação empreendedora, fotografia, cidadania, entre outros. Há, ainda, o Programa de Socioaprendizagem, que abre oportunidades para o primeiro emprego. O único caminho para a igualdade social e maior desenvolvimento do país é a educação”, finaliza Wandreza.

Sobre o Instituto Ser+
O Instituto Ser + é uma organização sem fins lucrativos que nasceu em 2007 com a proposta de desenvolver o potencial de jovens em vulnerabilidade social, com idades entre 15 e 24 anos, contribuindo com a sua formação integral, descoberta de talentos e conquista do primeiro emprego. Apostando em pilares como protagonismo social, valor compartilhado e novas oportunidades, em 2014, o Instituto foi incorporado ao sonho da empresária Sofia Esteves, que tinha como propósito devolver à sociedade tudo aquilo que ela havia aprendido e conquistado trabalhando por mais de 30 anos com o público jovem, estando à frente do Grupo Cia de Talentos.

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Redação

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