Cultura e lazer Metrópole

A Megafolia da Supermetrópole

Escrito por Redação
Por que cresceu tanto o Carnaval de rua em São Paulo

O Carnaval de rua de São Paulo vinha crescendo em ritmo lento desde os anos 70, com o surgimento de bandas e blocos por todo canto. Inicialmente, eram grupos que competiam nos desfiles oficiais, mas o que prevaleceu foram os aglomerados independentes, os blocos e bandas que percorrem vias não decoradas para a folia, no perfeito estilo da folia de rua.

A cidade tem certa tradição carnavalesca, que vem do corso na avenida Paulista do início do Século XX, passando pelos grupos de foliões dos anos 10, alguns deles vivos até hoje com outra conformação, como é o caso da Escola de Samba Camisa Verde e Branco, ex-cordão, herdeiro do pavilhão do Grupo Barra Funda, do Mestre Dionísio.

A primeira escola de samba carioca é do início dos anos 30. A primeira paulistana, a Lavapés, é de 1937. É evidente que os foliões de rua foram sempre uma minoria entre a população bandeirante. Mas não se pode esquecer que o espírito carnavalesco já foi muito forte nos bailes de clubes sociais, onde reinava a marchinha carnavalesca.

Hoje, os clubes andam mal das pernas. As pessoas os trocaram por academias e piscinas do condomínio. Isso afetou também os bailes, que foram escasseando ao longo das últimas décadas.

Adultos e crianças chegados na folia brincam hoje nos blocos de rua, que ganharam grande impulso também pelo perrengue que significa sair da cidade nos dias de Momo. Estradas congestionadas, preços altos, filas para comprar pão, são pesadelos que o paulistano enfrenta quando viaja nessa época.

Tudo isso contribuiu para a brutal adesão da classe média à folia. As escolas de samba engrossaram suas fileiras, nos bairros mais afastados, mas também no centro expandido. Mas o grosso dos novos foliões foi mesmo é para os blocos de rua, que hoje somam quase mil.

Só no sábado anterior ao Carnaval saíram 119 grupos, alguns deles tão grandes que chegam a assustar. Há blocos nos quais centenas de pessoas trabalham o ano todo, tendo virado um negócio crescente.

O comércio de produtos para a folia, como tecido, glitter, fantasias e instrumentos está mais aquecido que nunca. O crescimento do faturamento desses blocos possibilitou a contratação de grandes nomes da MPB para animar seus desfiles.

Cantores como Alceu Valença, Elba Ramalho,Claudia Leite, Sidney Magal e Daniela Mercury já são figurinhas fáceis na folia paulistana.

Se você tem samba no pé e sangue nas veias, escolha abaixo o bloco mais perto de sua casa e caia na gandaia!

A programação dos Blocos no Carnaval de 2019, em São Paulo:

Sábado 02/03
BregsNice e Sidney Magal, 12h – Praça da República
Agrada gregos, 13h – Av. Marquês de São Vicente
Minhoqueens, 15h – Praça da República
Unidos do BPM – 16h – Praça da Sé

Domingo 03/03
Explode Coração, 13h – Pateo do Collegio
Tarado ni você, 10h – Avenida Ipiranga x São João
Ajayô Kids (Carlinhos Brown), 10h – Em frente ao Parque Ibirapuera

Segunda-feira 04/03
Lua Vai, 15h – Praça da República
Love Fest, 12h – Avenida Tiradentes

Terça-feira 05/03
Agrada gregos, 13h – Avenida Tiradentes

Sábado 09/03
Erê Tantã Bloco do Brincar – 13h – Rua Pereira do Lago, Butantã
Bloco Largadinho (Claudia Leitte, 15h) – Avenida Tiradentes

Domingo 10/03
Bicho Maluco Beleza (Alceu Valença), 12h – Obelisco do Ibirapuera
Bloco da Preta (Preta Gil), 13h – Obelisco do Ibirapuera
Bloco sabe de nada inocente (Compadre Washington), 13h – Avenida Tiradentes
Pipoca da Rainha (Daniela Mercury), 15h – Rua da Consolação

Fonte: A República (por Julio Cesar Barros)

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