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A Poética de Shoko Suzuki

Escrito por Sílvia Rocha

A fã de Shoko que vos escreve

A Poética de Shoko Suzuki é o nome da obra que foi lançada domingo, dia 19 de maio, no Instituto Tomie Ohtake.

O lançamento foi muito concorrido e prestigiado.

Podia-se perceber como a querida granjeira Shoko estava feliz e emocionada.

Shoko Suzuki com o casal de artistas e performers (ela, também, poeta haikaísta) Ciça Ohno e Toshi Tanaka

Compareceram ao lançamento amigos, familiares, um sem número de apreciadores de sua obra, ceramistas e outros artistas plásticos e muitos granjeiros. Enfim, foi um evento tocante, em todos os sentidos.

O livro em si já é uma obra de arte. Conseguiu sintetizar, com maestria, com fotos de suas peças de cerâmica e textos primorosos, o universo de Shoko.

Escolhi escrever sobre este lançamento na minha coluna assim que pisei no Tomie Ohtake. Precisava transmitir aos leitores do Jornal d’aqui a experiência que estava tendo. Quando li o título da obra, segunda confirmação: A Poética de Shoko Suzuki. Ah! Tudo a ver com a coluna. Mas a certeza veio com tudo ao iniciar a leitura do livro. A abertura dá-se com um poema de Shoko. Vamos a ele:

Sonhei, sonhei, o novo mundo que me recebera, sonhei.
Apaixonei, apaixonei, imenso espaço que eu vi, apaixonei.
Atravessei, atravessei, milhares de ondas do mar, atravessei.
Cheguei, cheguei, à terra que eu sonhava, cheguei.
Andei, andei, na terra que respira, andei.
Encontrei, encontrei, o caminho que eu procurava, encontrei.
O caminho que eu procurava, encontrei, encontrei.

A Poética de Shoko Suzuki é um sonho conjunto que levou 10 anos para tornar-se realidade.
No lançamento, percebia-se a mobilização da equipe, todos vestidos de camiseta preta, com o nome da obra em branco.

As alunas de Shoko Ivone Nakamura Shirahata, Neide Caldas Vieira, Sonia Bogaz e Sumaia Mattar lá estavam, além de organizando, distribuindo os livros que foram adquiridos com antecedência: foram 690 obras vendidas antecipadamente, em uma tiragem de 2000 exemplares.

A primorosa edição foi de Via Impressa, de Carlos Magno Bomfim que teve uma bela fala no evento.

Os textos foram de Jacob Klintowitz, João A. Frayze-Pereira e Maria Amélia Pinho (Peo).

O patrocínio foi da Fundação Kunito Miyasaka e o apoio cultural de Bunkyo: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social.

Nas palavras do editor Carlos Bomfim: “A cerâmica de Shoko transmite sentimentos remotos de encontros e fragmentos de sonhos, com seus vazios, plenitudes e serenidades abrasadas: “Encontrei, encontrei, o caminho que eu procurava, encontrei”.

Já suas alunas e organizadoras do livro e do lançamento (Ivone, Neide, Sonia e Sumaia) assim finalizam seu texto: “Esse é o melhor presente que o país escolhido por Shoko para viver e trabalhar poderia receber pela passagem dos seus noventa anos de vida!”

O casal granjeiro, Ana Catarina e Antonio Mendes

A ceramista granjeira Vera Amatuzzi e a artista plástica granjeira de coração Vera Pamplona

 

 

 

 

 

 

 

Antônio Nóbrega fez o show, tocou e cantou Dorival Caymmi e contagiou os presentes

Yudi, Shoko e Antonio Nóbrega

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sakurako e Yudi (filha e neto mais velho de Shoko). Yudi também ajudou na organização e tirando as fotos das pessoas que faziam fila para cumprimentar Shoko

Foto em destaque: Ciça Ohno e Toshi Tanaka

Sobre o autor

Sílvia Rocha

Sílvia Rocha mora na Granja Viana desde 1994.
É graduada e mestre em Comunicação Social – Jornalismo – pela Escola de Comunicações e Artes da USP.

Pratica o haikai – micropoemas de origem japonesa, inspirados na natureza – desde 1984. Publicou a segunda edição de Estação Haikai e Gestação Haikai, pela editora É selo de língua, 2015. Ganhou o Concurso de Poesia Falada do Café das Flores e da Revista Escrita com As Quatro Estações do Ano, em 1987.

Escreve matérias, artigos e crônicas para veículos impressos e virtuais e conduz a oficina Haikai: universo em três versos em grupos, individualmente, presencialmente e à distância.

Site: www.silviarocha.com.br

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