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É possível ler a sua mente – desde que ela esteja conectada com o seu dedo indicador

Escrito por Marina Camargo
Entenda a ciência utilizada pelo Biochip – ou chip humano – colocado sob os dedos das mãos e que ajuda em tarefas diárias

Imagine poder abrir qualquer porta ao se aproximar; passar por catracas sem ao menos girá-las; não usar nenhum tipo de crachá ou até mesmo ter acesso em alguns segundos às informações exatas do seu dia por meio de um extrato que não é feito por você e nem pelo servidor do seu banco? Esses momentos já são reais e existem pelos dois principais sistemas de informação conhecidos no mercado da tecnologia: o RFID (por radiofrequência) e o NFC (conexão por proximidade), que são mecanismos usados pelos bilhetes eletrônicos, cartões de crédito, conexão de aparelhos (TV, smartphones) e que ajudam na leitura e coleta de informações utilizando um campo magnético e por aproximação.

Do tamanho de um grão de arroz, o biochip ou chip humano, geralmente, é implantado embaixo da pele de uma das mãos, entre os dedos. Além disso, é dividido em partes: memória (como se fosse um pen drive) e criptografia, com acesso às senhas e códigos de diversas atividades do dia a dia. Os biochips permitem a comunicação por campo de proximidade e troca de dados em determinadas distâncias. “Os benefícios são muitos, o RFID, por exemplo, já permite identificar alimentos estragados e isso é extremamente benéfico. O importante é que devemos manter a atenção para o uso da tecnologia e de qual forma ela será conduzida daqui pra frente”, completa Diego Bispo, da Cadma Tecnologia.

Nos Estados Unidos, os preços do chip e implantação costumam variar entre US$ 30 e US$ 80, dependendo da tecnologia de comunicação utilizada. No Brasil, para funções básicas, o chip humano é encontrado por cerca de R$ 300.

“No Brasil, sinto que é mais demorado achar pessoas que sejam de confiança para implantação do chip humano. Eu até tenho vontade de realizar o procedimento, mas tem que ser com alguém que tenha o mínimo de experiência. Caso contrário, não vai dar certo”, conta o tatuador Márcio Nogueira.

O intuito é que o biochip ajude humanos nos afazeres corriqueiros, mas que também contribua com empresas na melhoria contínua da gestão em cadeia de produtos, identificação de necessidades logísticas e melhora nas condiçõesde trabalho.

Foto: Página de Flickr do Argonne Laboratory – publicado originalmente no Flickr como biochip Uploaded using F2ComButton

Sobre o autor

Marina Camargo

Marina Camargo é jornalista e pós-graduanda em comunicação nas Mídias Digitais. Escreve para diversos segmentos como energia, cotidiano e moda. Atualmente é, também, do ramo da comunicação corporativa em gestão de crise e imagem institucional, fotógrafa voluntária em ONGs da capital paulista e é uma das autoras do livro Viver é um ato de revolução. Marina assina a coluna mensal de tecnologia para o Jornal d'aqui.

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