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Filmes de Holywood? Não! Diria que é mais chegado a Nelson Rodrigues.

Escrito por Délia Costa

Cracolândia

Este documentário da Mostra Internacional de Cinema, nos deixa ver uma pequena parte da região que é chamada de Cracolândia, no centro de São Paulo, lugar aonde os desesperados conseguem viver (muito mal). É um apanhado de ideias de várias pessoas sobre o tema, norteados pelo mote central, dado por Heni Ozi Cukier de que a solução é a definição de regras. (Será que a vida muda ao se definir regras???)

SINOPSE:
Através de pesquisa e visto por meio de diferentes realidades, a dos que a estudam, a dos que tentam contê-la e a dos que vivem nela —, o filme abre um debate a respeito da maior e mais impactante cena de uso de crack em área aberta do mundo: a Cracolândia, em São Paulo. A obra analisa as causas desse mal e suas progressões, além das táticas de combate já realizadas na capital paulista, abrindo um paralelo com as estratégias usadas em outros países.

PROVOCAÇÃO: você acredita que as pessoas percebem que na Cracolândia há uma concentração de doentes/doenças, desespero, solidão falta de humanidade e falta de respeito?

TRAILER:

FICHA TÉCNICA:

Diretor: Edu Felistoque
Roteiro: Heni Ozi Cukier
Fotografia: Elisa Souza, Willian Prado
Montagem: Raffy Dias, Edu Felistoque, Sarah Trevisan, Marina Franzolim
Música: Guilherme Picolo
Produtor: Denise Castelhano
produzido por: Felistoque Filmes
distribuidor: O2
País: Brasil
Ano: 2020
Aonde assistir: https://44.mostra.org/filmes/cracolandia e também disponível na plataforma Sesc Digital dia 29 de outubro, às 20h

E tem mais:

A Rainha de Copas (Dronningen)

Um filme muito forte sobre a fraqueza humana: desejo, manipulação, mentiras.

SINOPSE:
Anna é uma advogada do direito das crianças e dos adolescentes. Acostumada em lidar com jovens complicados, ela não tem muitas dificuldades para estreitar laços com seu enteado Gustav, filho do primeiro casamento de seu marido Peter que acaba de se mudar para sua casa. No entanto, a relação que deveria ser maternal se torna romântica, envolvendo Anna em uma situação complexa, arriscando a estabilidade tanto de sua vida pessoal quanto profissional.

PROVOCAÇÃO: você se arriscaria numa relação que certamente não teria sucesso?

TRAILER:

FICHA TÉCNICA:
Diretora: May el-Toukhy
Música: Jon Ekstrand
Prêmios: Prêmio Bodil
Indicações: Prêmio Robert de Melhor Ator
Elenco: Trine Dyrholm, Gustav Lindh, Magnus Krepper
Ano: 2019
País: Dinamarca
Aonde assistir: www.cinemavirtual.com.br

E mais:

Vivos (Vivos)

Algumas noticias nos impactam muito e nunca mais ficamos sabendo o final da história. Ai Weiwei fez este documentário para nos mostrar como estão as famílias dos 43 meninos que simplesmente sumiram no México em 2013. Como estão estas mães, estes pais, estas famílias? Como conseguem continuar vivendo? Tem ainda as mesmas vidas tranquilas de moradores de pequenos povoados? Tem notícias de seus filhos? São apenas gente como a gente.

SINOPSE:
Na noite de 26 de setembro de 2014, um grupo de estudantes da Escola Normal Rural Raúl Isidro Burgos, do povoado de Ayotzinapa, em Guerrero — estado mexicano fortemente afetado pelo tráfico de drogas —, viajava de ônibus pela cidade de Iguala, onde foram brutalmente atacados por forças policiais e outros agressores mascarados. No decorrer da noite, seis pessoas foram mortas, dezenas ficaram feridas e os 43 estudantes desapareceram. Neste documentário, Ai Weiwei retrata o impacto da permanente crise de desaparecimentos forçados no México.

PROVOCAÇÃO: como você se sentiria numa situação dessa?

TRAILLER:

Quem é AI WEIWEI?

Nasceu em Pequim, China, em 1957. Dissidente político e um dos principais artistas contemporâneos, Ai Weiwei também atua como cineasta, fotógrafo e arquiteto. Filho de Ai Qing, um dos poetas mais conhecidos da China, ele cresceu no exílio dentro do próprio país. Quando jovem, Ai Weiwei se mudou para Nova York, onde estudou por um período na Parsons School of Design, mas seu principal aprendizado aconteceu com artistas e intelectuais locais. Retornou à China no começo da década de 1990, época em que realizou alguns de seus trabalhos mais famosos, como a destruição de uma urna milenar da dinastia Hun e a série de fotografias Estudo de Perspectiva. Entre seus filmes mais conhecidos, estão os documentários Disturbing the Peace (2009), So Sorry (2012) e Ordos 100 (2012). Em 2017, na 41ª Mostra, Ai Weiwei assinou o cartaz da edição, apresentou o documental “Human Flow – Não Existe Lar se Não Há para Onde Ir” e foi homenageado com o Prêmio Humanidade. Na 44ª Mostra, ele exibe Coronation e Vivos.

FICHA TÉCNICA:
Diretor: Ai Weiwei
Fotografia: Ernesto Pardo, Carlos F. Rossini, Bruno Santamaria Razo, Ai Weiwei, Ma Yan
Montagem: Niels Pagh Andersen
Música: Jens Bjornkjaer
Produtor: Ai Weiwei
produzido por: AWW Germany
Gênero: Documentário
País: Alemanha, México
Ano: 2020
Contato: shoshi@Cinephil.com
Exibido nos festivais de Sundance e CPH:DOX.
Aonde assistir: https://44.mostra.org/filmes/vivos

 

Sobre o autor

Délia Costa

Paulistana da gema, engenheira, amante do cinema.

Nos tempos de faculdade, fez parte do Cine Clube Frango Areia e Farofa carregando projetores, rolos de filmes e fazendo, sem muito sucesso, faixas e cartazes de divulgação (fez uma inusitada faixa de cabeça-para-baixo!).

De engenheira a professora, fundadora do MDGV - Movimento em Defesa da Granja Viana e criadora do Cine Libélula, cineclube da Granja Viana (2013 e 2014), um dos geradores desta coluna.
“Provocações" quer desafiar as pessoas a pensar, assistir filmes, ler livros, ir a peças de teatro, consertos, exposições.

"Provocações" é também uma homenagem ao querido Antônio Abujamra e seu programa na TV Cultura.

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