Colunistas Jany Vargas

Já sei!

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Escrito por Jany Vargas
Os três candidatos mais votados seriam o presidente. Todo dia eles teriam uma reunião para deliberar e seria televisionado. O Big Brother da presiencia. Aí a gente ia ouvir cada um defender sua ideia.
No caso das armas íamos ouvir talvez uma frase assim: Quero facilitar a venda de armas porque eu acho elas tão bonitinhas, que quero que todo brasileiro possa ter uma na mão.
Talvez o outro presidente respondesse, como eu poderia ter respondido: meu pai tinha uma arma e eu o vi desmontando, limpando. Um dia depois eu vi a arma na estante e peguei na mão. Me veio um pensamento: isto é tão fascinante e apertei o gatilho. Não imaginei que estivesse carregada e estava. Fez um furo no livro e se alojou na parede. Fui jogada para trás, tinha fumaça, meu pai gritando e minha mãe estava ilesa ao meu lado, graças a Deus. Quem não conhece uma história de acidente doméstico assim e que resultou em morte?
Enfim, os três presidentes seriam questionados uns pelos outros. Na nossa frente, na TV. A gente poderia ter um meio de se manifestar, como no Big Brother… votando, comentando, sei lá…
Olha, acabei de descobrir o passo adiante da democracia!! (emoji olhinho piscando)
E também acho demais o que tem, se não me engano, na favela de Paraisópolis: Os presidentes da rua que cuidam das necessidades (por favor, interesses não) daquela rua, das pessoas daquela rua.
Mais gente pra decidir, conversar… menos centralização… para que quem mande no país não sejam poucos, como é agora.
Deusinho, me ouve!
Teria que ter também os comitês de especialistas nos assuntos que estariam (estarão?) na pauta. E, claro, um conselho de anciões, pessoas que estão há muito tempo na Terra e tem notório conhecimento para serem os guardiões da energia… Aí já estou colocando os ingredientes da dita Nova Era. Aliás onde ela está ? Ficou na curva do milênio?
Quando se falava em ano Dois mil aquilo soava, para mim (de 58), como Nova Era… que estaríamos muito mais evoluídos… mas ainda estamos sob o jugo das mesmas mentalidades, repetindo as mesmas melodias. Sendo servos das emoções, dos interesses, tadinho de nóis, de mim, então, cabeça de parafuso!
O que me abre a cabeça e é totalmente sintonizado no amor são os Rinpoches da linhagem tibetana. Como Dalai Lama. Uma vez li que enquanto o Ocidente avançava na tecnologia a ponto de fazer aviões (uau) o Tibet, também por conta do seu isolamento, avançava na tecnologia da mente. Juntar essas duas tecnologias e podemos ser lindos, radiantes como o Sol, eliminaríamos o máximo possível o sofrimento na Terra. A gente ia andar na rua e dizer: o que posso fazer por você? A gente ia achar um monte de soluções para os problemas juntos (Seu barulho no apartamento do lado me deixa louco, por exemplo) .
Já conviveu com pessoas que estão preferindo o seu bem estar em vez do deles naquela situação ali? Que ficam contentes se vc se dá melhor que ela? Quando encontro gente assim (e são muitas, nós todos somos, no mínimo com quem amamos muito) vejo que o mundo fica fácil… deixar o amor correr na veia, nortear as decisões. ❤
Tri legal! Super bacana! Música maestro! (para encerrar)
Nota da Jany: Em destaque: desenho lindo da Adriana Carneiro Hernandes, que me cede (com amor) seus desenhos para eu postar
Nota da Redação: Publicado originalmente no Facebook em 18/04/2021 e transcrito aqui com a devida permissão da Jany.

Sobre o autor

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Jany Vargas

Transita no universo das Danças Circulares e é escritora. Escreve para levar ideias daqui para ali. Para contar histórias, falar do seu tempo, participar do diálogo, contribuir.

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