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O futuro do aprendizado digital

Escrito por Marina Camargo
Estimativa é que, cada vez mais, instituições de ensino adotem dispositivos móveis como complemento ao método tradicional   

Há quem acredite fielmente nos livros didáticos para o ensino fundamental. Por outro lado, especialistas afirmam que os meios digitais já são realidade e nada impede que as escolas trabalhem com ambos os modelos de ensino, e que alunos e professores saiam beneficiados.

Segundo o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), em 2016, 52% das instituições de ensino no Brasil se utilizavam de recursos digitais para atividades escolares. O estudo também apontou que 61% dos professores afirmam fazer uso da tecnologia para lecionar nas turmas de 5º ano, versus docentes de 8º e 2º ano (42% e 41% respectivamente), e que as escolas particulares já incorporaram esses recursos (61%) mais do que as instituições públicas (46%).

A especialista em tecnologia Bruna Souza acredita que, a longo prazo, a educação será totalmente digital, mas que o processo de evolução deve variar de acordo com cada país e situação econômica. “Precisamos levar em consideração os custos para a implementação e manutenção dos recursos tecnológicos, que não são baratos. Além disso, o desenvolvimento não vai alcançar todas as classes da mesma maneira”, acrescenta.

O levantamento da Cetic ressalta que os adolescentes são os que mais utilizam o aparelho telefone no país. Os que estudam no ensino fundamental representam 33%, já no ensino médio há um salto para 49%. Entre os benefícios notados por professores e estudantes estão o aumento da produtividade e o acesso às mais diversas informações de forma simultânea.

Foto: Getty Images

Sobre o autor

Marina Camargo

Marina Camargo é jornalista e pós-graduanda em comunicação nas Mídias Digitais. Escreve para diversos segmentos como energia, cotidiano e moda. Atualmente é, também, do ramo da comunicação corporativa em gestão de crise e imagem institucional, fotógrafa voluntária em ONGs da capital paulista e é uma das autoras do livro Viver é um ato de revolução. Marina assina a coluna mensal de tecnologia para o Jornal d'aqui.

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