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O papel da impressão 3D na recuperação da autoestima

Escrito por Marina Camargo
A percepção de máquina de imprimir mudou e está revolucionando o mercado da tecnologia, criando, também, um propósito social

A impressora tridimensional do mundo moderno ganha cada dia mais intensidade, seja no quesito vendas, formato ou adaptabilidade. O esquema utilizado para impressoras funcionais não é tão novo, já existe há mais de três décadas e imprimia quase qualquer objeto que pudesse ser feito com resíduo plástico. Agora, isso é realizado por meio da leitura de arquivos específicos para 3D, no qual é possível criar as mais diversas peças, como utensílios decorativos, instrumentos musicais, próteses para os membros superiores e inferiores entre outros diversos produtos.

Objeto de desejo de diferentes nichos de mercado e para uso residencial, o equipamento vem se popularizando e se destaca pelo propósito humano país afora. “A impressão 3D é a possibilidade real de criar qualquer coisa sem que isso passe por uma cadeia produtiva”, afirma Diego Bispo, analista de sistemas da informação que está trazendo uma impressora 3D para o Brasil com a finalidade de ajudar crianças. “Tenho a ideia de poder imprimir próteses de mãos e braços, de forma personalizada, podendo ajudar famílias com realidades financeiras difíceis”, completa.
Uma outra iniciativa, só que vinda de fora do Brasil é o caso do Robohand, para pessoas que nasceram com problemas congênitos que impediram – ou não tiveram – a formação completa das mãos. Esse protótipo também ajuda os que sofreram acidentes e perderam seus movimentos.

A tecnologia utilizada para a finalidade de construir próteses, assim como outras impressões tridimensionais, por exemplo, é composta por duas partes, o hardware e o software. Uma vez que você faz o download do projeto, pode modificar. “Hoje você pode imprimir um copo, amanhã um motor funcional. Não há limite ou espera. É possível ajudarmos e realizarmos grandes projetos apenas com alguns cliques no computador e a preços menos exorbitantes”, finaliza Diego Santos, especialista da Cadmo Tecnologia.

Sobre o autor

Marina Camargo

Marina Camargo é jornalista e pós-graduanda em comunicação nas Mídias Digitais. Escreve para diversos segmentos como energia, cotidiano e moda. Atualmente é, também, do ramo da comunicação corporativa em gestão de crise e imagem institucional, fotógrafa voluntária em ONGs da capital paulista e é uma das autoras do livro Viver é um ato de revolução. Marina assina a coluna mensal de tecnologia para o Jornal d'aqui.

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