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Objetos Poéticos

Escrito por Sílvia Rocha

Usa-se muito a palavra poesia além da poesia em si.

Procure poesia no seu dia-a-dia!

Da dura poesia concreta de tuas esquinas…

A poesia na arrumação de uma casa.

A poesia no sorriso de uma criança.

A poesia de um arroz e feijão gostoso.

A poesia em uma flor que desabrocha.

A poesia que encanta ou espanta.

E ela passa a ocupar um lugar além da poesia em si.

A poesia das coisas.

A poesia nas coisas.

Pensando e sentindo a este respeito, resolvi trazer para a coluna alguns objetos poéticos com os quais tenho me deparado ou até mesmo criado.

Muitos, nem assinados são.

É como se a poesia quisesse sair dos livros!

E a gente vai se deparando com ela, tropeçando nela, nos objetos poéticos.

Vai um objeto poético aí?


 Poema sobre pregador de roupa de madeira, por Gab Marcondes

  Poema Cair (impresso em tecido), por Júlia Rocha


Poema de Fernando Pessoa sobre almofada, da Loja Poemizando, na Vila da Mata, Granja Viana, Cotia
  

Poema dentro de monóculo (“era um mar que navegava por dentro da gente”), por Gab Marcondes


Em destaque:  Haikai sobre madeira, de Sílvia Rocha

Sobre o autor

Sílvia Rocha

Sílvia Rocha mora na Granja Viana desde 1994.
É graduada e mestre em Comunicação Social – Jornalismo – pela Escola de Comunicações e Artes da USP.

Pratica o haikai – micropoemas de origem japonesa, inspirados na natureza – desde 1984. Publicou a segunda edição de Estação Haikai e Gestação Haikai, pela editora É selo de língua, 2015. Ganhou o Concurso de Poesia Falada do Café das Flores e da Revista Escrita com As Quatro Estações do Ano, em 1987.

Escreve matérias, artigos e crônicas para veículos impressos e virtuais e conduz a oficina Haikai: universo em três versos em grupos, individualmente, presencialmente e à distância.

Site: www.silviarocha.com.br

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