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Os seus likes no Instagram acabaram. Será?

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Escrito por Marina Camargo
Com o fim das curtidas, a tendência é que o faturamento da rede social continue em alta e crie novos modelos de negócio

No dia 17 de julho, a rede social de fotos e vídeos Instagram iniciou um teste para seus usuários no Brasil. O aplicativo passou a ocultar as curtidas nas publicações de seus inscritos e essa iniciativa passou a dividir opiniões no País. Na prática, apenas o proprietário do perfil continuará sabendo quantas curtidas suas divulgações receberam, mas seus seguidores não terão mais acesso ao número de “likes”.

A justificativa da empresa de Mark Zuckerberg dada à imprensa foi a de “ajudar pessoas a não focarem em curtidas, mas sim em contar suas histórias”. Essa ação também faz parte de uma série de medidas que a rede social vem anunciando nos últimos meses para combater práticas nocivas na rede, como o discurso de ódio ou o bullying na web.

Para a pesquisadora em Comunicação Digital da Universidade de São Paulo (ECA-USP) Issaaf Karhawi, do ponto de vista para o mercado de trabalho e estratégia de sustentabilidade do negócio, a quantidade de curtidas não causa impacto com risco significativo. “Para quem trabalha com Social Mídia seriamente, sabe que o trabalho com o algoritmo não muda e um novo indicador poderá ser criado ou revisto para a metrificação e assertividade publicitária. Já ao usuário final, realmente um propósito se torna real, trazendo o valor agregado à marca e sua confiabilidade”.

Um estudo da Sociedade Real para a Saúde Pública (você pode conferir clicando aqui), realizado em 2017, apontou o Instagram como a pior rede social para o bem-estar e a saúde mental de adolescentes. Segundo o estudo, a rede social tem impactos importantes para a faixa etária, provocando ansiedade, depressão e solidão, além de outros efeitos na autoimagem dos jovens a partir da lógica das fotos.

“O Instagram continua a movimentar e estimular o mercado de Digital Influencer, que agora busca outras maneiras para cativar seus seguidores. A longo prazo, essa mudança de comportamento será diferenciada para quem produz e assiste conteúdo, criando hábitos e gerando novas discussões, sem “flopar” conteúdos”, finaliza Issaff.

O Brasil é o segundo país que mais utiliza o Instagram no mundo, atrás dos Estados Unidos. É importante ressaltar que o mesmo teste de ocultação de likes também já teve início no mês de maio deste ano no Canadá.

Sobre o autor

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Marina Camargo

Marina Camargo é jornalista e pós-graduada em comunicação nas Mídias Digitais e Branded Content. É editora de texto para diversos segmentos e coordena projetos de comunicação no Brasil e no exterior. É fotógrafa voluntária em ONGs da capital paulista e uma das autoras do livro Viver é um Ato de Revolução.

Marina escreve mensalmente para a coluna de Tecnologia do Jornal d'aqui.

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