Colunistas Marina Camargo Tecnologia

Por que não conseguimos prever o futuro da tecnologia?

mm
Escrito por Marina Camargo

Por Felipe Testolini para a coluna de Marina Camargo

Chamadas de vídeo, tablets, TVs de tela plana, relógio inteligente, robôs, assistente pessoal e máquina de comida instantânea, em 1962, foram algumas das tecnologias previstas pela série “Os Jetsons”, sendo as modernidades que o século 21 poderia trazer, assim como nos filmes de ficção cientifica, que também apostavam nos robôs flexíveis, Google Glass, automóveis autônomos, controle de aviões por comandos de pensamento e a própria realidade virtual. Todas essas invenções nos dizem muito sobre o impacto da tecnologia em nossas vidas e nos dão pistas claras do que está por vir. Será? Já conseguimos prever com certeza o que o futuro reserva para nós?

Quando pensávamos no futuro, em 1960, estávamos nos referindo ao século XXI, um horizonte de 40 anos à frente. Hoje, quando falamos de previsão, é em 2025 ou 2030, ou até menos (risos). Mas, é isso mesmo, o futuro nos trará a realidade dos próximos 5 ou 10 anos.

Posso dizer que o avanço da Inteligência Artificial e da robótica nos levam a um lugar que já é objeto de pesquisa de muitos estudiosos: a singularidade tecnológica, pois, quando a Inteligência Artificial supera a inteligência humana, é o início de uma nova era onde homem e máquina estão integrados.

Somos inundados diariamente por novas tecnologias e transformações como nunca. Já ouviu a palavra disrupção em algum momento? Essa é a chave. Quer alguns exemplos?

• FACEBOOK criou uma disrupção nas MENSAGENS SMS
• TESLA criou uma disrupção no armazenamento de energia
• GOOGLE criou uma disrupção no marketing digital
• AMAZON criou uma disrupção nos E-books
• NETFLIX criou uma disrupção para o streaming e a criação de conteúdo
• UBER criou uma disrupção na mobilidade urbana e na entrega de comida
• LINKEDIN criou uma disrupção no recrutamento
• REDBULL criou uma disrupção na publicidade
• FUJIFILM criou uma disrupção nos cosméticos
• APPLE criou uma disrupção nos tocadores de música e celulares

A união de gigantes cria disrupções para carros autônomos e exploração espacial. E isso é fantástico. A interface homem-máquina evolui rapidamente por meio da viralização, ou seja, o que antes era da extrema ponta da tecnologia, como smartphones, câmeras, arquivos em nuvem e Internet das Coisas, atualmente está incorporado como se essas novidades existissem há décadas. A geração digital chegou com tudo e de vez ao mercado de consumo com duas características imprescindíveis: mobilidade e multicanalidade, potencializando as transformações. Isso facilita que tudo seja mais rápido, poderoso, eficiente e, de quebra, mais acessível financeiramente,

Tecnologia é um meio de sobrevivência e não algo que ainda vai chegar. A pandemia nos mostrou isso. E quem estiver preparado, sai na frente. A atual fragilidade humana trouxe pela primeira vez a real necessidade global de colaboração, utilizando toda a ciência, técnica, engenharia, inteligência, indústria e conhecimento disponível para o desenvolvimento de uma vacina que solucionasse o problema.

Quando olhamos para o futuro, é difícil adivinhar o que vem pela frente. O que podemos apostar é que temos duas grandes transformações em curso: computação quântica e o advento do 5G. Essas duas tecnologias irão abrir novos horizontes de possibilidades à vida ao mesmo tempo em que questionam – absolutamente – tudo o que acreditamos até hoje sobre a evolução humana.

 


Felipe Testolini é formado em Comércio Exterior pela Universidade Paulista, com pós-graduação em TI pelo INPG, MBA em Digital Business pela USP e especializações em Transformação Digital no MIT e Pensamento Exponencial pela Singularity University.
Com mais de 21 anos de experiência no mercado, atua na liderança de equipes ágeis, operações críticas e projetos estratégicos em uma multinacional de Tecnologia, com foco LATAM, onde é CIO. Pai de dois meninos, Pedro e Gustavo, fora do trabalho, Testolini é entusiasta de startups e conselheiro estratégico, apoiando empresas a utilizarem novas tecnologias para a transformação de seus negócios.

Sobre o autor

mm

Marina Camargo

Marina Camargo é jornalista e pós-graduada em comunicação nas Mídias Digitais e Branded Content. É editora de texto para diversos segmentos e coordena projetos de comunicação no Brasil e no exterior. É fotógrafa voluntária em ONGs da capital paulista e uma das autoras do livro Viver é um Ato de Revolução.

Marina escreve mensalmente para a coluna de Tecnologia do Jornal d'aqui.

1 Comentário

Deixe um comentário