Colunistas Crônica Ralph Cardoso

Trem Nosso de cada Dia

Escrito por Ralph Cardoso

Hoje vamos sair um pouco da esfera política e relaxar, vamos falar de uma maneira mais bem-humorada do nosso cotidiano social, falaremos do meio de transporte mais utilizado de SP, o que salva a cidade de um trânsito ainda mais caótico, estou falando do queridinho dos paulistas o TREM.

Em 1804 o engenheiro inglês Richard Trevithick conseguiu a façanha de construir a primeira locomotiva a vapor, mudando para sempre o conceito de transportes de pessoas e sobretudo de cargas no mundo (os cavalos foram quem mais agradeceram essa invenção).

Com o passar dos anos, os trens foram evoluindo, se modernizando e com muito investimento e tecnologia hoje são verdadeiros Transformers da economia global.

Mas agora vamos falar da chegada do trem ao solo tupiniquim.

A Baronesa (eita nomezinho), primeiro trem a chegar no Brasil vindo de Portugal (graças ao Barão de Mauá e a D. Pedro II) fez sua viagem inaugural em terras brasileiras em 1854. Dando um salto temporal, hoje em dia é um importante meio de transportes em determinadas regiões sobretudo a Sudeste, em especial aqui em SP onde é utilizada diariamente por milhões de pessoas como condução, sendo um arsenal de diversidades e com muita matéria prima para ótimas histórias.

As conduções coletivas nos surpreendem a cada dia e isto é incrível.
Uma infinidade de fatos e coisas inusitadas.

Esses dias pegando um trem em direção a Lapa eu tinha um objetivo que por acaso consegui: fui sentado.

O trem contraria as leis da física, segundo ela dois corpos não ocupam o mesmo espaço, quem pensa assim nunca enfrentou um horário de pico entre Barra Funda e Carapicuíba.

Os trens são redutos de pessoas de todos os tipos: exemplo ricas..ops digo classe média, pobres, feios, bonitos, mutantes… sim mutantes, ambulantes que vendem coisas baratas conseguidas sabe-se lá onde e desaparecem de maneira sobrenatural (se bem que só o fato de conseguirem produtos na validade e pela metade do preço pra mim já é sobrenatural).

Se tratando da classificação dos trens, encontramos algo pouco ortodoxo, essa divisão é feita através de linhas, chamadas: diamante, esmeralda, rubi, topázio… sim, nomes de pedras preciosas.

Mas pra mim, se você usa todo dia te faz mal e é uma droga, então o nome da pedra está errado… não devia ser linha diamante, tinha que ser linha crack, linha ecstasy.

Embora não tenha aquele glamour e charme, o trem inspira, sobretudo, as crianças.

Peguei um trem com a minha filha, ela ficou tão maravilhada com a quantidade de ambulantes que saiu de lá convicta de que, quando crescer, queria vender Trudent e Halls.

Confesso que fiquei desapontado, estava criando ela para vender Suflair ou quem sabe um dia Pen Drive de 16gb.

 

Sobre o autor

Ralph Cardoso

Formado em marketing, apaixonado por livros, tecnologia, política, marketing, futebol e humor. Adora escrever sobre esses assuntos, sempre de maneira apartidária e neutra mostrando os fatos reais. Considera-se um combatente fervoroso do fake news, que presta um desserviço para a sociedade, de maneira desleal e mentirosa.

4 Comentários

  • Kkkkk muito bom Ralph. Sobre as crianças é muito real, os trens encantam mesmo, principalmente com os ambulantes kkkkk. Sobre ter alcançado o seu objetivo, parabéns eu espero ainda alcançar o meu, que é ir sentada para a Vila Olímpia kkkkkk.

  • Cara eu pego o Trem da linha Diamante Sentido a Barra Funda há 25 dias Todos os dias em diversos horários nunca consegui ir sentado, sinta-se privilegiado. “um caso muito engraçado que já presenciei no Trem foi quando tinha uma garota do meu lado falando em Gonê e sendo que eu sei como funciona a Linguagem e ela estava falando sobre a noite anterior com alguma pessoa que era do mesmo gênero dela, kkkkkkkk muita baixaria, cara no Trem vc ve de tudo mesmo, muitas histórias tenho pra contar.

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