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Um filme: Sergio | Um livro: Falando com Estranhos

Escrito por Délia Costa

SERGIO

“O filme é sobre empatia, sobre ver o mundo e entender as diferenças, entender que cada um passa por uma luta pessoal, interna. A grande mensagem do filme é sobre o valor da empatia e de não abandonar a esperança, saber encontrar um caminho em meio à escuridão. Muita gente fica cínica com o passar do tempo, mas não o Sérgio. Ele sempre fez as coisas, tentou reunir as pessoas e solucionar problemas. Precisamos disso mais do que nunca.” – o filme Sérgio nas palavras do diretor Greg Barker em entrevista à Exame.

PROVOCAÇÃO: você vai sempre atrás do que acredita ou desiste facilmente?

TRAILER:
https://www.netflix.com/br/Title/80191526

FICHA TÉCNICA:
Título: Sérgio
Diretor: Greg Barker
Roteiro: Craig Borten
Elenco: Wagner Moura, Ana de Armas, Brían F. O’Byrne, Garret Dillahunt, Bradley Whitford
País: EUA
Ano: 2020
Aonde assistir: Netflix

FALANDO COM ESTRANHOS

Disse mas não disse.
Engano.
Erro.

Imaginação.
Preconceito.

O mundo está de cabeça-para-baixo.

PROVOCAÇÃO: você, alguma vez, já se pegou tendo uma ideia errônea sobre alguém? É comum?

LEIA UM TRECHO DO LIVRO:
“Em Boston, na mesma época, outro criminologista realizou um estudo similar: metade dos crimes vinham de 3,6% dos quarteirões da cidade. Agora já eram dois exemplos: Weisburd decidiu examinar onde quer que pudesse: Nova York, Seattle, Cincinnati. Sherman analisou Kansas City e Dallas. Sempre que alguém pedia, os dois faziam os cálculos. E, em cada lugar que estudavam, viam o mesmo padrão: o crime em cada cidade estava concentrado num número minúsculo de segmentos de rua. Weisburd decidiu tentar uma cidade estrangeira, num local inteiramente diferente, sob aspectos culturais, geográficos e econômicos. (…) Temos o mesmo fenômeno ocorrendo em lugares muito diferentes.

Weisburd refere-se a isso como “A Lei da Concentração dos Crimes”. À semelhança do suicídio, o crime está vinculado a lugares e contextos bem específicos. As experiências de Weisburd no 72 Distrito e em Minneápolis não são idiossincráticas. Elas captam algo próximo de uma verdade fundamental sobre o comportamento humano. O que significa que, quando você confronta um estranho, precisa se perguntar onde e quando está confrontando o estranho – porque essas duas coisas influenciam fortemente sua interpretação de quem a pessoa é.”

FICHA TÉCNICA:
Título: FALANDO COM ESTRANHOS: O QUE DEVERÍAMOS SABER SOBRE AS PESSOAS QUE NÃO CONHECEMOS
Título original: Talking to Strangers
Editora: Editora Sextante; Edição: 1 (25 de novembro de 2019)
isbn: 9788543108957
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: (16 x 23 x 1,8) cm
Páginas: 320
Ano de edição: 2019
Ano copyright: 2019
Edição: 1ª
Autor: Malcolm Gladwell
Tradutor: Ivo Korytowski
Sobre o autor: Malcolm Gladwell é colunista da revista The New Yorker desde 1996. Escreveu O ponto da virada, Fora de série e Blink, todos best-sellers do The New York Times. Foi repórter do The Washington Post, cobrindo negócios e ciências. Nasceu na Inglaterra e hoje mora em Nova York.

Sobre o autor

Délia Costa

Paulistana da gema, engenheira, amante do cinema.

Nos tempos de faculdade, fez parte do Cine Clube Frango Areia e Farofa carregando projetores, rolos de filmes e fazendo, sem muito sucesso, faixas e cartazes de divulgação (fez uma inusitada faixa de cabeça-para-baixo!).

De engenheira a professora, fundadora do MDGV - Movimento em Defesa da Granja Viana e criadora do Cine Libélula, cineclube da Granja Viana (2013 e 2014), um dos geradores desta coluna.
“Provocações" quer desafiar as pessoas a pensar, assistir filmes, ler livros, ir a peças de teatro, consertos, exposições.

"Provocações" é também uma homenagem ao querido Antônio Abujamra e seu programa na TV Cultura.

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